Por Esther del Rey · Publicado em · Atualizado em

Imersão linguística real: como evitar falar apenas português

Grupo internacional de estudantes num curso no estrangeiro

Viajar para outro país não garante, por si só, uma imersão. Um estudante pode passar duas semanas no estrangeiro e usar a sua língua quase todo o dia. A imersão depende do desenho do programa e das escolhas quotidianas.

Perguntar números, não adjetivos

“Ambiente internacional” e “poucos portugueses” são expressões vagas. Pergunte:

  • quantos estudantes há no grupo e na residência;
  • quantos falam a mesma língua;
  • se existe limite por nacionalidade;
  • como são formados os quartos e grupos de atividades;
  • que língua usam os monitores fora das aulas;
  • quantas horas do dia são realmente partilhadas com locais ou outras nacionalidades.

As respostas podem mudar por semana. Uma boa organização deve explicar a informação disponível e os seus limites.

A escola é apenas uma parte

As aulas podem ser excelentes, mas a língua é consolidada no almoço, no desporto, no transporte e em casa. Compare:

  • família de acolhimento ou residência;
  • atividades integradas ou separadas por grupo;
  • tempo livre e regras de telemóvel;
  • participação em clubes locais;
  • proximidade de outros estudantes da mesma nacionalidade.

Não proibir amizades portuguesas

Ter um amigo que fala português pode dar segurança e não destrói a experiência. O problema surge quando todo o grupo funciona na mesma língua. O objetivo é criar contextos em que usar inglês ou francês seja necessário e natural.

O papel do estudante

Mesmo o melhor programa não pode obrigar alguém a participar. Antes da partida, combine três compromissos simples:

  1. sentar-se com pessoas novas nas refeições;
  2. aderir a pelo menos uma atividade de que goste;
  3. pedir esclarecimentos na língua de destino em vez de depender sempre de um colega.

Como avaliamos uma proposta

Na Interlingo, a escolha considera escola, zona, alojamento, composição internacional, atividades e perfil do jovem. Não prometemos “zero portugueses”; procuramos uma rotina em que a língua de destino seja a opção dominante.

Compare os cursos de verão e os programas de intercâmbio académico.

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